É Natal, É Natal!!! E ainda só estamos em Maio.

 

Hoje foi dia de ir aos correios levantar a tão aguardada encomenda! Só por si, isto já era um acontecimento fantástico. Mas há todo um conjunto de variáveis que o tornam ainda mais emocionante.
Em primeiro lugar, o simples facto da encomenda ter chegado já é digno de celebração. Ter chegado em apenas 8 dias dá direito a abrir uma garrafa de champagne! Isto porque até agora a experiência com encomendas internacionais foi sempre, digamos, peculiar. Passo a explicar…
Quando o Nelson estava em Angola, consegui que uma pessoa conhecida da família enviasse uns pequenos mimos de Natal por mala diplomática. Coisa pouca: um bacalhau, uns enchidos, mel, um vinho decente, uns livros, uns cabos… ah! e uma garrafa de vodka moldava que a Alexandra da minha mãe tão carinhosamente ofereceu para o Sr. Nelson. Como ele foi passar o Natal para a montanha, sem rede, esqueci-me de perguntar se tinha recebido as coisas. Algum tempo mais tarde, finalmente lembrei-me de perguntar e a resposta foi: “Sim, recebi! (e gostaste?) Sim.” Confesso que contava com mais entusiasmo, mas está bem, assim ficou. Passado algum tempo, descubro finalmente o motivo para tal. Parece que, durante o processo, a mala de viagem cheia de prendinhas (embrulhadas e tudo!) se transformou num saco de plástico com uma garrafa de vodka aberta e um livro! Imagino o que ele deve ter pensado…
Para Timor, enviei várias encomendas. Era barato e diziam (diziam…) que demorava só dez dias. Cerca de um mês antes do Natal decidi enviar uma daquelas caixas térmicas de esferovite mais uma vez cheia de produtos típicos. Quando me meti no avião rumo à terra do sol nascente decidi, pelo sim, pelo não, levar o jantar da consoada comigo na mala de viagem. Toda eu tremia cada vez que passava no raio-x com receio que me perguntassem o que eram aqueles rectângulos embrulhados em prata. Bacalhau, Sr! Bacalhau! Pensava eu. Mas ninguém perguntou. E ainda bem, porque a encomenda só chegou bem mais tarde e já bem bolorenta por sinal.
No Cambodja, as opiniões sobre os serviços de correios eram divergentes. Não chega. Nunca tive problemas. Chega uma em cada quatro… Como era caro e não tínhamos grande necessidade, a nossa experiência limitou-se ao eventual envio de postais. Contudo, quando saímos do país, apesar de tudo o que demos e vendemos, apesar dos 120kgs que trouxemos connosco e da tralha que deixámos para trás à última da hora porque as malas já não fechavam, decidimos fazer uma experiência. Enchemos uma caixa com 8 kgs de fotografias (acreditem, 8 kgs é muita fotografia!). Como tínhamos os negativos e a maior parte até estavam digitalizados, o risco, caso a encomenda se perdesse, não seria grande. Passou-se um mês, dois meses, três meses… até que descobrimos que ela estava de novo no Cambodja! Pedimos a uma amiga que a fosse levantar. A caixa estava em péssimo estado depois de ter viajado por sítios como a Tailândia, Hong Kong, França e Canadá, mas as fotografias estavam intactas.
Ora, estas peripécias poderiam levar-nos a pensar que o melhor seria deixar os correios internacionais em paz, especialmente, quando envolvem viagens intercontinentais. Sim, seria a atitude mais sensata. Pois. Mas, e o que fazer desta menina que, resolvendo encher as malas de roupa e traquitanas de bebé e criança, se esqueceu de trazer roupa e traquitanas para a própria? E, se toda a gente diz que os correios funcionam e que recebem tudo o que encomendam, nós ficamos aqui sem experimentar? Nem parecia bem. E lá convencemos a família a gastar uma pipa de massa para nos fazer cá chegar 3 quilinhos de mimos, sem ter a certeza se, de facto, cá chegariam ou não! Mas chegaram! Mesmo! Iupi!

Nota: Este texto foi escrito antes de ir experimentar a roupa, não fosse dar-se o caso da dita não servir e ficar subitamente de mau-humor!

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2 thoughts on “É Natal, É Natal!!! E ainda só estamos em Maio.

  1. Minha querida, pelas últimas fotos, se não servir é porque está larga!!!! E descobrir que a nossa roupa nos está larga, nunca deixa uma mulher de mau-humor!!! (digo eu, que infelizmente nunca tive essa sensação, só o contrário…)

  2. eheheh! Tens razão! Não deveria pelo menos! 🙂 Mas o problema é que tudo o que trouxe me estava a dançar e por aqui é difícil encontrar algo decente e que sirva (as asiáticas são bem magrinhas). Felizmente, as roupas são ainda mais lindas ao vivo e ficaram mesmo bem! 🙂

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