Pamina Devi

Pamina Devi

Sexta-feira foi dia de saída à noite de mãe e filha. E que melhor programa do que ir ver Pamina Devi, um espectáculo de dança Apsara inspirado na Flauta Mágica de Mozart?

Só a caminho do teatro é que comecei a pensar que talvez não fosse uma ideia assim tão brilhante. Era noite, ela estava cansada e com fome depois de uma semana intensa de escola e brincadeiras e só queria ficar em casa na brincadeira com o mano. E o trânsito não estava a ajudar. E o atraso em começar o espectáculo também não.

“Vamos embora… Tenho sede… Porque é que isto nunca mais começa?… O que é que a senhora está a dizer?… Não estou bem sentada… A música está tão alta!… Posso ir para o teu colo? E no chão? O que é que elas estão a fazer? O que está a acontecer na história?… Conta! Explica!”… Arghh…. Confesso que até ao final do primeiro quarto de hora de espectáculo pensei, “mas que péssima ideia! Estes espectáculos são demasiados complicados e ela não vai gostar”.

Persistimos e de repente, acalmou, moderou o volume em que colocava as perguntas (não parou de fazê-las, claro) e até o saltitar de lugar em lugar. A história era hiperdramática. Cheia de violência e intrigas, mas tinha os ingredientes certos para captar a sua atenção. Uma flauta mágica e uma princesa que mostra que devemos sempre lutar por aquilo em que acreditamos. Progressivamente, fomos entrando no ritmo da história, difícil de acompanhar para quem não é familiar a este tipo de dança e apreciando a complexidade de cada gesto desenhado pelas bailarinas, apreciando cada pormenor de ouro, organza e seda que compunham os figurinos, e começando até a perceber palavras soltas entoadas pelo solista.

Foi todo um ritual completamente novo. O desejo de perfeição da directora, coreógrafa, mentora, figurinista e produtora notava-se em cada pormenor. Do acender do altar à composição da orquestra, da graciosidade dos gestos das bailarinas ao esplendor dos figurinos. Tudo, tudo estava desenhado e executado com detalhe, requinte e perfeição. Uma maravilha.

Não era permitido tirar fotos durante o espectáculo, mas no final, a Carolina foi a primeira a chegar ao palco para tirar a foto da praxe com as bailarinas. E fez questão de ir dizer, uma a uma, que tinha adorado a história. Uma das bailarinas retribuiu o gesto de carinho e ensinou-lhe alguns dos típicos sinais da dança Apsara: gosto de ti e sorri.

No regresso, perguntei-lhe se tinha gostado. Disse que tinha adorado. E que para o ano queria ir aprender dança Apsara. E aprender a fazer assim aos dedos, diz ela, tentando mimar os gestos das bailarinas.

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One thought on “Pamina Devi

  1. Opá, tu vai mandando sff. É que sem me mandares não sei se chego lá eheheh

    Se não tivesses mandado nunca iria saber que alguém é capaz de se lembrar que é suposto eu ter uma fita e saber fazer efeitos giros. Não sei se a avó zé não terá já feito da minha um acabamento para qualquer coisa 😉 Vou perguntar mas parece-me q já não deve existir. Beijossssssssssssssssssss para a menina do Monte e sua família linda e maravilhosa que tb é minha 😀

    Date: Wed, 27 May 2015 10:15:21 +0000 To: celiameruje@hotmail.com

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