Carolina e os cavalos

Carolina gosta de cavalos. De facto, a Carolina gosta de todos os animais do mundo. Mas os cavalos sempre tiveram um fascínio especial. Sempre assim foi. Desde os tempos de Siem Reap, em que passeava pelos arrozais no pequeno Ollie. E do Laos, onde também encontrou um Ollie. Um Ollie diferente, de cor castanha e não de prata como o primeiro. Em Phnom Penh, não havia Ollie, mas também havia cavalos. O seu preferido era o Pimousse, um pequeno cavalo cambodjano. Não era um Ollie, mas para ela, era como se fosse.

Carolina gosta de cavalos. Mas também gosta de missões. E uma das missões que Carolina escolheu para si, quando viemos para Maputo, foi: “Aprender o máximo que pudesse sobre cavalos para um dia poder montar a minha própria quinta de cavalos no Monte”. E foi assim que começou a nossa aventura das terças-feiras ao final da tarde na Tsamadhi. E foi também assim que apareceu o novo Ollie da vida da Carolina.

Pouco mais de meio ano depois de dar as primeiras passadas a sério neste incrível mundo novo, Carolina já anda a passo. E a trote. E a galope. Tudo isto enquanto fala e ri e reclama e gesticula. E fala e ri mais um pouco. Também faz caras sérias. E zanga-se de vez em quando. Mas ri mais do que se zanga. Diz o professor: “Esta menina é especial. Não tem medo de nada.”. Mal ele sabia quanto. Está no campo, está com animais, não tem como falhar.

Quando se gosta tudo parece mais fácil. E Carolina gosta. E muito. E aprendeu tão rápido que se propôs uma mudança de turma. “Subir de nível”, dizia ela, orgulhosa. As subidas são óptimas, quando correm bem. Mas podem ser muito más, quando não correm assim tão bem. Ainda por cima, por aqui as sextas à tarde são uma espécie de Sábado antecipado, ideal para um almoço tardio, para ir de fim-de-semana prolongado ou ficar só em casa.

Mas Carolina gosta de cavalos. E, por isso, lá fomos nós. Mesmo que isso implicasse, como na sexta passada, sair da festinha de anos de uma amiga, para ir já ali ter uma aula e depois correr para ainda voltar a tempo… Ou pelo menos, era este o plano, caso as coisas tivessem corrido bem. Mas não correram. E chegámos atrasadas à aula. E quando chegámos o seu Ollie não estava pronto. E para não atrasar, foi andar noutro cavalo, o George.

Carolina e George não se conheciam. E também não se entenderam. E zangaram-se. Zangaram-se tanto que a aula acabou com Carolina a voar por cima do George e a aterrar de cabeça no chão. Carolina já não ria. Carolina chorava, zangada e dorida. Nesse momento, Carolina já não gostava de cavalos. E eu, que ainda tenho a imagem duma Carolina em alto voo a aparecer em repeat na minha cabeça, também não. Felizmente, os professores estavam ali e com toda a calma do mundo, pediram-lhe que voltasse a subir. Que desse uma volta pequena. Que fizesse as pazes. Que isso era importante para ganhar coragem para voltar. E depois, sim, fossemos a correr para o hospital.

Assim fizemos. Carolina deu meia volta em cima do George. E a seguir corremos para o hospital. Naquele momento Carolina tinha dificuldade em gostar de cavalos. E chorava sem perceber como aquele cavalo tinha falhado tanto com ela. E como eles, os professores, podiam dizer que cair fazia parte do processo. Bem como voltar a subir. Estava zangada, muito zangada. E triste. E dorida.

Mas Carolina, para além de ser uma menina que gosta de cavalos e de missões, é também uma menina corajosa. Especial, como dizia o professor. E foi assim que, logo nessa noite, depois do susto, depois do pânico, depois da zanga, depois da ida às urgências, depois da dor e depois de, já aliviada, começar a simular o voo e meter todos os médicos a rir ao contar as suas aventuras, dizia: “Eu quero voltar, mas quero o Ollie. E quero voltar para as terças”. E voltou. Terça-feira lá estávamos nós. E o Ollie estava à espera dela. E as suas amiguinhas, o seu grupo de sempre. Que afinal também têm histórias de voos para contar. E o seu professor. Que até já caiu 10 vezes. (Diz que tem que se cair 100!)

Enquanto se equipava, perguntei-lhe como estava. Que era normal que estivesse nervosa. Disse que não, que ia correr bem com o Ollie. Sussurrei-lhe que era a minha filha coragem e lá foi ela. Apenas quatro dias depois, Carolina voltava a gargalhar em cima do cavalo. E a reclamar. E a falar. E a gargalhar novamente. E no fim gritava: “Iupi! Fiz uma volta inteira a galope! Iupi!”.

E eu, ao mesmo tempo que assistia a tudo aquilo com um orgulho imenso, pensava: E agora tu minha menina, quando é que te vai passar o susto? Quando ela te perguntar quando vais voltar aos teus cavalos, que vais dizer? Ah?

Carolina e Ollie

Este não é um post bonito

Este não é um post bonito, porque a vida também não é sempre bonita. A vida pode ser bela e fantástica num minuto e bem feia no minuto seguinte. É assim mesmo. Todos o sabemos. E a vida em Maputo não é diferente.

Se por um lado é um privilégio viver numa cidade à beira-mar plantada, com uma luz que irradia, avenidas grandes com árvores, parques para passear os miúdos, capulanas garridas e cajus torrados, bairros de casas brancas, bom café e óptimos pasteis de nata, também há o outro reverso da medalha.

A vida tem tudo para ser fácil por aqui, mas há sempre aquele mas, aquela coisinha que te consome, que te tira do sério. E ultimamente os dias têm andado polvilhados dessas pequenas coisinhas. E tudo te irrita. Sobretudo quando passas o marco dos primeiros seis meses num país e acaba a lua-de-mel…

São as infiltrações, os buracos, a criminalidade, as praias cheias de cacos de vidro, os cocos que apodrecem na beira da estrada, as prateleiras vazias, o custo exorbitante de produtos básicos, as saudades do mimo asiático, a falta de um bom restaurante vietnamita…

Ontem foi a seca que me irritou. A seca extrema que se vive em Maputo, quando o resto do país está em alerta para o risco de cheias. Quando o país é atravessado por ciclones que destroem tudo o que apanham, Maputo não tem água. Vai para um mês. Não chove aqui e não chove no ponto de captação, na Suazilândia, pelo que a barragem que abastece a cidade está no limite. Como medida protectora, a água da rede é cortada por zonas para obrigar a poupar água. Por vezes um dia, por vezes dois, por vezes quatro…  Quem pode, compra água para encher depósitos gigantes. Quem não pode fica sem água nos furos, porque os grandes camiões-cisterna vão lá abastecer para vender aos que podem… Mas não se ensina a poupar a água. Não se explica que a água não é infinita. Que há alterações climáticas. Não há qualquer tipo de educação ambiental. E, por isso, desde que haja água na torneira, lava-se o carro, rega-se a relva, lava-se o passeio, metem-se os cortinados na máquina…

Tentamos fazer a nossa parte. Poupamos e tentamos ensinar as pessoas que nos rodeiam. Vamos verificando o nível da água no depósito. Após três dias sem água da rede ainda está a meio. Fantástico, pensamos. Entretanto, a água há-de vir, como se diz por aqui.

E depois chegamos a casa ao final do dia e nem pinga de água! Nem uma gota. Puf… Porque os senhores que vieram reparar as infiltrações e arranjar (ou destruir) as casa-de-banho gastaram meio depósito em meia-dúzia de horas. Onde, não sei. Dizem que estavam a testar. E para testar, não usaram os garrafões e os bidons de água reservada como lhes tínhamos dito, mas a torneira (claro!). E para testar, gastaram o mesmo que nós tínhamos gasto em três dias!!! É para ficar com raiva, certo?

Sem água para cozinhar e lavar loiça, fomos jantar fora. No regresso, usámos os tais garrafões para tomar um duche de caneca (10l dão para quatro, sabiam?) e para as aflições de casa-de-banho e água potável para lavar os dentes. E cruzámos todos os dedinhos para que a água voltasse hoje de manhã (ou já tínhamos um contacto dos tais senhores que roubam água para vender a preço de ouro).

Felizmente, a água voltou de manhã. Mas quando os senhores das obras chegaram estava ainda zangada. Não tanto como ontem, mas ainda o bastante para lhes abrir a porta com cara de poucos amigos. E para lhes dar uma bela reprimenda. E uma lição sobre poupança.

E fui fazer o meu café, zangada por ter que ficar em casa a tomar conta deles e terem chegado uma hora e meia depois do combinado. E depois vieram-me pedir água quente para tomar chá. E caiu-me tudo. E lembrei-me do sítio onde estou. Perguntei se tinham chá. E responderam “não, mãe, só temos açúcar”. E tu sabes o que isso significa. Fome. Muita fome. Por aqui, as pessoas sobrevivem apenas. Passam fome a sério. Uma fome que nunca vamos compreender. E quando as pessoas têm fome, não pensam em poupar. Pensam em sobreviver. Vasculham os caixotes do lixo à procura de comida. E comem ali mesmo. E passam o dia com água com açúcar no estômago. E a noite. E isso nota-se no olhar. Um olhar de fome que me era desconhecido. E que me moi. Muito. E que rapidamente me tira da raiva e me deixa só absolutamente triste. Não devia ser permitido viver assim.

Hoje não quero ir à escola.

Hoje de manhã, quando toda a família se preparava para sair de casa, o Pirata decidiu que tinha planos mais importantes. Hoje não queria ir à escola.

Sabemos que ele adora a escola e estava todo sorridente, por isso, não seria caso para ficarmos demasiado preocupados. Ainda assim, tentámos confirmar que era mesmo isso que ele queria. “Sim, hoje não quero escola. Só casa”. Fizemos o último teste, a mão na testa, o qual também comprovou o óbvio – não há febre, não há doença. O diagnóstico era fácil, é apenas um caso de preguicite de segunda-feira. E agora?… Vai aborrecer-se. Lá se vai o meu dia, pensei… Mas perante um ar tão decidido, como dizer não?

Talvez seja a altura de partilhar com os mais distraídos que há todo um Pirata antes-de-Moçambique e depois-de-Moçambique.

O Pirata antes-de-Moçambique era parco na sua utilização das palavras. Fazia-se entender, claro. Mas aquela coisa de viver constantemente no limbo entre quatro línguas nunca o convenceu verdadeiramente. E por isso, era um mocinho de poucas palavras e muitos gestos.

Ora o Pirata depois-de-Moçambique continua a gesticular muito, mas a grande diferença, é que agora fala pelos cotovelos. Fala, fala, fala… Conta histórias, faz queixinhas… Como ainda anda a explorar, poderíamos dizer que é o papagaio cá de casa. Mas a verdade é que esta coisa de viver 90% do tempo só com um língua (há coisas que não mudam, e sapatos continuam a ser shoes e roxo continua a ser purple!), tem nos feito descobrir todo um novo Pirata.

Por isso, quando diz coisas mimosas como “O Gabriel é feliz. E o pai e a mãe e a mana são felizes! E contentes”, é difícil não o desfazer com beijos.

A verdade é que acho que nem nos tínhamos apercebido como vivíamos fora do seu mundo e como tudo mudou agora que consegue dizer coisas simples como “o Gabriel não gosta disso, mãe” ou contar como foi o seu dia na escola, as brincadeiras que fez e falar da sua nova paixão, “a Inês!”.

Vai daí, quando o Pirata acorda e nos diz que não quer ir à escola e, ainda por cima, dá argumentos tão válidos como “Hoje quero ficar só contigo”, está mais que visto que o moço fica em casa!

E se, no final de um dia de brincadeira, ainda der para mais uns miminhos e uma sesta juntos então valeu mesmo a pena ficar em casa.

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Os manos

Gabrieeeeeeeell!!!, grita ela mal entra na escola.

Nanaaaaaaaaaaa!!!, grita ele mal dá sinal dela.

De braços bem abertos lançam-se numa corrida desengonçada pelo pátio da escola. O desfecho é sempre o mesmo, um abraço mega gigante em que os dois dançam e giram, felizes por se reencontrarem. Um abraço daqueles parte-pescoços em que o Gabriel rodopia no ar levantado pela irmã e, invariavelmente, termina num AI!

Naquele momento do final do dia só têm olhos um para o outro. Como se o mundo à sua volta desaparecesse. Como se não se vissem há uma semana. Ou mês. O que em tempo de criança deve ser coisa para equivaler a um ano, no mínimo.

Let’s play?, diz ele.

Vamos, diz ela.

E lá vão eles. Sempre em passo de corrida e sempre de volume no máximo, que estes não são manos de falar baixinho. Ele vai fazendo as honras da casa, saltitando pelo espaço, pelos brinquedos e pelos amigos. Como se tivesse esperado por aquele momento o dia todo. Ela segue-o, pula e brinca, como se de repente voltasse também a ter três anos.

As senhoras da escola dizem que gostam muito de ver aqueles manos doidos. E riem, riem. E respondem com ar espantado, quando a mana doida vira mana galinha e quer saber tudinho sobre o dia do mano…

Então, diz-me lá, ele hoje comeu bem? Ah, boa. Ainda bem que era massa, ele não gosta nada de batatas. E a sesta? Ufa… Ainda bem. Senão ia estar um chatinho a fazer birra lá em casa.

Dizem elas, as senhoras da escola, que já estranham quando a mana não vai buscar o mano. Sentem falta daquela alegria toda. E também da confusão (Já disse que eles saltam e correm e falam muito alto?). Muito bonito o amor de manos, dizem.

Eu sorrio, recosto-me e fico a aproveitar o melhor cinema do mundo. Enquanto dura, que isto não é nenhuma longa-metragem. Porque há-de haver sempre um que se magoa. Um que grita. Um que se chateia. Um que faz queixinhas. Um que grita mãeeeeeeeee. Porque vai acontecer e a paz não dura para sempre.

Mas, enquanto dura, posso ir fazendo de conta que eles são sempre assim. E achar que devemos estar a fazer alguma coisa bem. E repetir vezes e vezes sem conta, que o melhor de ter filhos é ter os manos.

Entretanto, vou tentando pôr ordem nas tropas. Sem muita convicção e ainda menos sucesso. É ela, a mana, que de sapatos na mão, dá por fim à brincadeira. Gabriel, vamos buscar o pai? Vá, shoes on! E lá vão eles a correr para o portão da escola. De modo desengonçado, mochila às costas, carrinhos na mão e volume (sempre) no máximo.

Fomos ali respirar…

Então, que tal de Moçambique? Estão a adaptar-se bem? Perguntam todos. 

Sim. Tem sido até bem mais rápido do que imaginámos. Já estamos instalados. Os miúdos estão óptimos e isso é que importa. Respondemos nós. E por aí ficamos. Quase sempre.

E não estamos a mentir. A verdade, é que pouco mais de um mês depois de chegarmos, já nos sentimos bastante em casa. A cidade é relativamente pequena e fácil de explorar. Os miúdos estão a adorar as escolinhas, a casa, os amigos e os gatos. E nós… Não diria que adoramos, mas estamos a gostar bastante. Estamos a construir um espaço simpático, a conhecer pessoas fantásticas, a criar novas rotinas e a descobrir novas receitas de gin! (Prioridades!)

Tem potencial, digo eu com frequência. E tem. Mas porra. Podia facilitar um bocadinho. Assim, tipo uma semana, uns dias vá! sem acontecer nada. Assim, a mostrar que é fixe e a deixar a malta recostar-se e apreciar a paisagem.

Mas não. Tem que haver sempre qualquer coisinha. Uma moinha qualquer, uma pedra no sapato, um queixo empinado… Vai daí, estávamos a começar a precisar de férias. E este era um daqueles fins-de-semana prolongados. E numa daquelas coincidências da vida, eis que surge uma casa para alugar não muito longe de Maputo. E estava livre. E parecia mesmo perfeita. Claro que, à boa maneira Moçambicana, a previsão dizia que o tempo ia estar fantástico antes e depois, mas não durante. Chuva. E frio. Mas não quisemos saber. E lá fomos nós! Respirar. Muito. Bem fundo. 

Carregámos o carro. Comida, toneladas dela. Jogos, muitos e variados, para os dias de chuva. Bebida, verde, branca e tinta, just in case… Fatos de banho, casacos e chinelos no pé… e lá fomos nós. E que bem que soube. A casa era óptima, tinha piscina, um cachorro doido, um barco-sofá e uma daquelas vistas de sonho directamente para o rio. E logo ali, a uns minutos de distância, a lagoa do Bilene. Linda. E deserta. 

Ufa. Que bem que soube. Respirámos muito, como se previa. E metemos as leituras em dias. E passámos horas distraídos à mesa. E cada um fez o que bem lhe apeteceu. E gargalhámos e mimámos com fartura. Regressámos bem-dispostos, de coração e pulmão cheio. Prontos para a próxima onda de pedras no sapato. E, claro, já a sonhar com futuras escapadinhas.

Os Piratas também vão à escola

Os Piratas também vão à escola?! Claro que sim. E que contente ía este pirata a caminho da sua. 

Quem é que vai à escola? Perguntava eu… O bebé!” Exclamava.

Assim, que viu a escola, quis sair do colo ir para o chão. Um sorriso enchia-lhe a cara. Como que a dizer, é isto. É mesmo isto que eu quero. É mesmo isto que eu preciso. Amigos, brinquedos, desafios, adultos simpáticos, cores, cheiros… Tanto para descobrir, tantas aventuras à espera de acontecer…

Os meninos e as meninas ainda andavam por ali meio envergonhados. Uns mais à vontade, outros a trepar pelas pernas dos pais. Ele foi-se afastando. Olhava à volta. Explorava o espaço. Experimentou o sobe e desce e o escorrega, mas parou pouco por lá. Foi para a caixa de areia. Tirou os sapatos, pegou nos brinquedos e foi à vida dele. A ele juntou-se mais um amigo, e mais outro e outro…

O plano (da escola, claro) era hoje ser só um dia de visita. “Com a mãe, para se ir habituando”… Não querendo contrariar, mas conhecendo o Pirata, avisei que ele poderia querer ficar. Passado um pouco, ao ver o feliz que estava, perguntei-lhe: Queres ficar a brincar? A mãe volta mais tarde para te vir buscar? Sim!, respondeu ele, seguríssimo de que não havia outro sítio onde preferisse estar. E com razão. Finalmente tem uma escola. Uma escola a sério. Como teve a sua mana, nos tempos em que ainda vivíamos lá para os lados do monte. 

Pedi-lhe um beijo. Deu dois, rechonchudos, e um abraço gigante. Despedi-me da educadora, mandei-lhe um até já e sai de coração cheio… Haverá melhor forma de começar a semana?!


Nota de rodapé… Como combinado com a escola, voltei lá antes do almoço para o ir buscar. Fui recebida com um enorme abraço de mãeeeee! Perguntei-lhe se já estava na hora de ir embora, se queria vir almoçar comigo. Como esperado, recebi um redondo Nãoao! I play. Então vou-me embora, acrescentei… Leva a mão à boca, lança um beijo e diz: Bye Bye mãe. 

Caracolinhos volta à Escola

Caracolinhos volta à escola. 

Diz que vai para o terceiro ano. 

Caracolinhos volta à escola. 

Diz que vai para a terceira escola em três anos. 

Caracolinhos volta à escola. 

Diz que lá entrou pela primeira vez vai para seis anos.

Caracolinhos volta à escola.

Diz que vai ser feliz por lá durante muitos mais anos.