A todas as mães elefantes…

Conversas no meio do trânsito…

E como é que a sra sabia daquilo? E como é que era aquela história da Noa? E das galinhas? E do Tiger? E o mano fez o quê? E lembras-te do aniversário das porquinhas? E o que vai acontecer aos cães? E contas-me outra vez aquela história do dia em que…

Ao fim de tantas memórias pedidas, já não sabia mais. E saí-me com um…

– Não sei, já não me lembro de mais…
– Sabes sim, disse ela, as mães guardam sempre todas as memórias.

É isto. Feliz dia da Mãe a todas as mães elefantes que ai andam! Em especial à minha que já é avó e é, por isso, mãe duas vezes. E à avó Zé que tem memórias para dar e vender! E um beijo também especial aos meus filhos borboletas, por me ensinarem todos os dias o que é isto de ser mãe.

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A borboleta

A borboleta
Sabia
A minha vida
Só dura um dia
Que vou fazer?

Escolheu um
Jardim
Extra-bonito
Conversou
Com todas
As outras
Borboletas
Passeou e
Partiu
Para o céu
Das borboletas

In Da girafa à pulga da areia

Esta menina é como tu, disse-lhe eu. Como eu? Sim, tu também falas com borboletas. EU?! Sim. Ou pelo menos falavas. Falavas com todas as borboletas que encontravas. E elas falavam contigo. E pousavam no teu cabelo, no teu nariz. Oh… (enterra a cabeça na almofada, envergonhada…) E o que é isso de partir para o céu? Então, sabes que as borboletas vivem uma vida curtinha e depois vão para o céu das borboletas. (ri, desconfiada) Sim, deve ser um local lindíssimo, já imaginaste um local onde estão todas as borboletas?!… Pois, mas não devem lá ficar muito tempo. Sabes que as borboletas nascem, vivem, morrem e nascem outra vez. Nascem, vivem, morrem e nascem outras vez. E vivem, morrem e nascem outra vez… (E assim continuou em loop budista)