Desenho II

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E ao segundo dia do curso de Desenho, eis que já se faz desenhos uni e bi-dimensionais. Sem dúvida mais divertido que desenhar mangas e bananas.
Apesar da professora achar que eu sou uma canhota estranha por estar tão mais à vontade com as linhas e não tanto com os rabiscos… eheh! Eu bem que sempre tive uma queda pela régua e esquadro. Gostei muito.
Enfim… Agora, é praticar!

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De volta à escola.

Drawing Day 1Sempre tive amigos que pegavam num lápis, faziam uns riscos e pumbas, sai uma obra de arte. Já eu, pego num lápis, faço uns rabiscos e pumbas, sai um desenho ao nível de uma criança de três anos.

E sempre tive pena que assim fosse. Gostava que as minhas mãos obedecessem um pouco mais ao que o meu cérebro imagina e os meus olhos veem.

Desde que me lembro que sempre gostei de fazer “coisas”. De pegar em materiais e objectos e transformá-los, reciclá-los, dar-lhes uma nova forma. Adoro imaginar novas formas e funcionalidades. Brincar ao faz de conta e dar vida ao lixo. E faço tudo isso a toda a hora. Ainda ontem à tarde me divertia com a Carolina a fazer um fato de dragão com restos de caixas de cartão e tecidos. Mas falta-me o desenho, a coordenação do triângulo olho-cérebro-mão.

Foi por isso que ontem comecei um curso de desenho para totós ou iniciados, como se lhe queira chamar. A professora, que tem uma história de vida fantástica como tantas vezes acontece com as pessoas com quem nos cruzamos por esta parte do mundo, diz que é só do que precisamos. De treinar, treinar, treinar e treinar um pouco mais esta triangulação. Ter esta capacidade de olhar o mundo, mandar a imagem para o cérebro e pumbas, o resultado sai na ponta dos dedos. E que todos somos uns Matisse, uns Dega ou Picasso em potência! … Pois, talvez não, mas para já, está a ser divertido.

Foi assim que ontem passei duas horas a desenhar mãos, canecas, garrafas, frutas, computadores, pessoas, óculos… A imagem da foto é o resultado final do dia 1, depois de muito esboço, de muito rabisco, de muito stress (sim, uma pessoa fica nervosa perante tanta pressão!) e também de muitos risos. E eu que sempre odiei desenhar pessoas e naturezas mortas! Para semana há mais. Agora, vou comprar um caderno de rascunhos e treinar, treinar, treinar. eheheh!